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PESQUISAS INTRALOGÍSTICA



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Pesquisa de satisfação com operadores logísticos

Pesquisa realizada pela revista INTRALOGÍSTICA analisa a relação dos usuários com os prestadores de serviços







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Como anda a satisfação das empresas com seus prestadores de serviços logísticos? Para responder a essa pergunta e auxiliar as empresas que estão na dúvida sobre a viabilidade de terceirizar ou mesmo sobre quais atividades terceirizar, a revista INTRALOGÍSTICA realizou, em 2009, a Pesquisa de Satisfação das Empresas com seus Prestadores de Serviços Logísticos. Para que os dados fossem representativos, a amostra teve a participação dos mais variados setores econômicos no Brasil.



A média de colaboradores nas empresas participantes da pesquisa foi de 1.051 pessoas. Destes, cerca de 118 profissionais internos (11,2%) estão envolvidos em atividades logísticas, além de 95 terceiros (9%). Em média, as atividades logísticas foram terceirizadas há seis anos.


A pesquisa constatou que a variedade de atividades terceirizadas é grande. Como esperado, transporte se destaca como a atividade que mais frequentemente passa por esse processo, segundo 61% dos respondentes. A seguir, entre os processos preferencialmente transferidos para terceiros, foram identificados os serviços de despachantes (56%) e as atividades de distribuição física (“outbound”), que envolvem armazenagem e distribuição, utilizadas por 51% das empresas pesquisadas. As atividades de armazenagem e gerenciamento de riscos estão terceirizadas em 39% das empresas respondentes.




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Ainda nesse ranking, identificou-se a locação de equipamentos com 33%, seguida das atividades de estufagem e desova de contêineres, em 32% dos casos. As atividades terceirizadas na intralogística têm participação em 28% das empresas, seguida de perto pela contratação de mão de obra operacional, com 26%.


Empatados em décimo lugar estão o acondicionamento, embalagem e unitização, bem como o desenvolvimento e operação de serviços terceirizados de tecnologia de informação, ambos com 21% dos casos analisados.


As últimas atividades logísticas terceirizadas identificadas nesta classificação foram atendimento ao cliente (9%) e suprimentos (7%).


A pesquisa procurou também compreender o principal motivo que levou as empresas pesquisadas a terceirizar, e a justificativa mais frequente, em 35% dos casos, foi para possibilitar que essas empresas dediquem maior esforço e atenção ao seu próprio negócio, centro de sua competência (“core business”), que, no caso, não é logística.


Em segundo lugar, conforme afirmaram 21% dos respondentes, foi a busca de um parceiro mais competente, para vir a agregar maior especialização ao processo logístico (“expertise”). Complementando, 12% dos entrevistados disseram que a razão foi reduzir gastos logísticos, bem como outros 12% visavam agilizar e melhorar o atendimento a seus clientes.


Por fim, transformar gastos fixos em variáveis foi o motivo que outros 9% dos respondentes justificaram, enquanto 2% afirmaram que terceirizaram para reduzir investimentos imobilizados.






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Para saber qual é a confiança que as empresas depositam nos prestadores de serviços de operações logísticas, foi apurada qual foi a duração estabelecida dos contratos, e 54% das empresas responderam que seus contratos preveem entre um e três anos, até a renovação. Apenas 10% têm contratos inferiores a um ano e 37% confiam em seus parceiros a ponto de estabelecer contratos superiores a três anos.


Esses contratos especificam claramente a precisão técnica do escopo das atividades em 71% das empresas respondentes, enquanto 21% entendem que seus contratos estão ainda parcialmente abrangentes e vagos e 7% afirmam que falta precisão técnica nos acordos realizados com seus parceiros.






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Apesar da diferença pequena, a satisfação no cumprimento dos acordos contratados é maioria (52%), enquanto menos da metade (48%) das empresas se sente insatisfeita com isso.


A terceirização dos serviços logísticos afeta negativamente o moraldos demais colaboradores da empresa contratante em apenas 6% dos casos, segundo os executivos responsáveis pelas respostas; 49% dizem que os demais colaboradores ficam indiferentes e 45% acham que os demais colaboradores vêm a estratégia como positiva para si próprios.


Ainda de acordo com o levantamento, 63% dos respondentes afirmaram que o operador logístico contribuiu efetivamente para justificar sua contratação. Por outro lado, 37% dos pesquisados foram taxativos quanto à falta de contribuição efetiva dos seus parceiros, o que demonstra oportunidades para operadores mais competitivos e mais bem qualificados conquistarem essas contas.


Quanto à agilidade dos serviços contratados, a conclusão é de que 62% dos pesquisados julgam que seus operadores logísticos os satisfazem com suficiente agilidade.


Na avaliação geral, os operadores logísticos receberam nota média de 7,8 pelo seu desempenho. A distribuição variou entre 6 e 10, com maior número de notas 7, o que reflete uma alta tolerância de quem contrata, ainda caracterizada por baixa expectativa em ter todas as suas necessidades atendidas.






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Essa avaliação também se justifica pelo fato de que os prestadores de serviços logísticos com avaliações inferiores já devem ter sido substituídos e de que, para se manterem na atividade, deverão oferecer um serviço com nota de satisfação igual a ou maior que 8,0. Esse é o desafio que será avaliado novamente.






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Em muitos casos, a substituição do prestador de serviços é mais bem sucedida que a relação original devido à experiência adquirida no primeiro contrato.


Como conclusão desta pesquisa, os resultados indicam que a maioria das empresas que terceirizaram operações logísticas não voltaria atrás. Apenas 42% manteriam a estrutura da forma que está, com o prestador de serviços atual. Já 24% substituiriam o atual prestador de serviços, enquanto 32% terceirizariam ainda mais atividades. Os números mostram que vale a pena terceirizar, e que o mercado é promissor, de maneira que oportunidades aguardam pelos empreendedores. Pense nisso!